Doenças Tropicais Negligenciadas (DTN)

Conheça mais sobre a doença

Doenças tropicais negligenciadas

Elas são um conjunto de doenças causadas por agentes infecciosos ou parasitas em populações da África, da Ásia e da América Latina. Predominam nas regiões tropicais em desenvolvimento e acometem pessoas em situação de vulnerabilidade. Pobreza, acesso limitado à água limpa, condições precárias de higiene e de saneamento são alguns dos fatores associados.

São consideradas negligenciadas por não receber a devida atenção no atendimento médico, no desenvolvimento de medicamentos e métodos diagnósticos. Conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), este grupo diverso de doenças prevalece em 149 países tropicais e subtropicais, afetando mais de 1 bilhão de pessoas no mundo.

A classificação da OMS atualmente inclui 20 doenças tropicais negligenciadas. A carga das doenças tropicais negligenciadas no Brasil foi calculada com base no estudo Global Burden of Diseases, publicado em 2016 (GBD 2016). Um dos indicadores é o de Anos de Vida Perdidos Ajustados por Incapacidades (DALYs), resultante da soma dos Anos Vividos com Incapacidades (YLDs) e dos Anos de Vida Perdidos por Morte Prematura (YLLs).

 

O ano de vida ajustado por incapacidade é uma métrica utilizada em todo o mundo. Um DALY equivale a um ano perdido de vida saudável.

Conheça alguma destas doenças presentes no Brasil.

 

Doença de Chagas

Descoberta pelo médico brasileiro Carlos Chagas em 1909, a doença é causada pelo parasita Trypanosoma cruzi. O parasita é transmitido pelo barbeiro, quando ele suga o sangue da pessoa ou quando é triturado no alimento. Outra forma de transmissão é a transfusão de sangue.

Ela tem cura se for tratada na fase aguda, que ocorre logo após a infecção. Sem tratamento, pode evoluir para as formas crônicas, manifestadas em complicações cardíacas ou digestivas.

Os principais sintomas na fase aguda são febre prolongada por mais de 7 dias, dores de cabeça, fraqueza e inchaço no rosto e nas pernas. Quando a transmissão é por alimentos contaminados, também ocorrem dores de estômago, vômitos e diarreia. Em casos de complicação cardíaca, pode haver falta de ar, tosse e acúmulo de água no coração e no pulmão. Em casos de complicações digestivas, dilatação do esôfago (dificuldade para engolir alimentos) e do cólon (evidenciada por constipações) são possíveis manifestações.

No Brasil, a doença resultou em 141,6 DALYs no ano de 2016, sendo a doença negligenciada com o maior número absoluto de Anos de Vida Perdidos Ajustados por Incapacidades.

Dengue

O vírus da dengue é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. A dengue se espalhou rapidamente no mundo nos últimos 50 anos. Pelo menos dez países entraram para a lista de afetados pela doença.

A estimativa é que existam entre 50 e 100 milhões de infecções por ano devidas à dengue nos 100 países endêmicos. Ela pode se manifestar com febre alta entre 2 e 7 dias, dores de cabeça, dores no corpo e articulações e erupções cutâneas. A forma grave da doença pode levar a choques hemorrágicos, o que pode ocasionar a morte.

A doença acarretou 92,5 DALYs no Brasil no ano de 2016.

Esquistossomose (barriga d’água)

É transmitida aos humanos no contato com água infectada com a larva do parasita Schistosoma mansoni (no Brasil). A larva é liberada por caramujos presentes na água, que antes recebem ovos do parasita liberados nas fezes de humanos infectados.

A doença se manifesta em fase aguda com sintomas como coceiras nos locais de entrada da larva, febre, perda de apetite, dores de barriga, diarreia, vômitos e perda de peso. Em fase crônica, os sintomas podem sumir, com episódios de diarreia alternados com constipação (intestino preso). A doença pode evoluir para aumento do fígado, cirrose, aumento do baço e acúmulo de líquido na região do abdômen.

O tratamento recomendado pela OMS, feito com dose única de praziquantel, é eficaz para eliminar a infecção. Medidas devem ser tomadas para eliminar o parasita e o vetor contaminado do ambiente, bem como medidas para se proteger, como evitar entrar em contato com águas contaminadas.

O número de DALYs para a esquistossomose no Brasil é igual a 102,2 anos.

Leishmaniose

Grupo de doenças causadas por parasitas do gênero Leishmania, transmitidos para os humanos pela picada do mosquito flebótomo – conhecido como mosquito palha, birigui ou tatuquiras. São três formas de leishmaniose: cutânea (ou tegumentar), visceral (ou calazar) e mucocutânea. Apesar de ser infecciosa, a leishmaniose não é contagiosa.

O Brasil está entre os países com mais casos de leishmaniose no mundo, tendo o número de DALYs equivalente a 40,9 anos.

A leishmaniose cutânea se manifesta por feridas em partes expostas da pele. Após duas ou três semanas da picada do mosquito, uma elevação avermelhada da pele aumenta de tamanho e evolui para uma ferida recoberta. Na doença mucocutânea, há destruição de membranas e tecidos do nariz, da boca e da garganta, podendo levar à morte por infecção das vias respiratórias.

A leishmaniose visceral afeta vários órgãos internos, principalmente fígado, baço e medula óssea. É mais frequente em crianças de até 10 anos, podendo durar meses ou mais de um ano. Dentre os sintomas, estão a febre irregular e prolongada, anemia, palidez, falta de apetite, perda de peso, indisposição e inchaço do abdômen pelo aumento do fígado e do baço.

O tratamento é complexo e utiliza medicamentos com alta toxicidade, que são administrados por via intramuscular ou endovenosa.

Dengue

O vírus da dengue é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. A dengue se espalhou rapidamente no mundo nos últimos 50 anos. Pelo menos dez países entraram para a lista de afetados pela doença.

A estimativa é que existam entre 50 e 100 milhões de infecções por ano devidas à dengue nos 100 países endêmicos. Ela pode se manifestar com febre alta entre 2 e 7 dias, dores de cabeça, dores no corpo e articulações e erupções cutâneas. A forma grave da doença pode levar a choques hemorrágicos, o que pode ocasionar a morte.

A doença acarretou 92,5 DALYs no Brasil no ano de 2016.

Esquistossomose (barriga d’água)

É transmitida aos humanos no contato com água infectada com a larva do parasita Schistosoma mansoni (no Brasil). A larva é liberada por caramujos presentes na água, que antes recebem ovos do parasita liberados nas fezes de humanos infectados.

A doença se manifesta em fase aguda com sintomas como coceiras nos locais de entrada da larva, febre, perda de apetite, dores de barriga, diarreia, vômitos e perda de peso. Em fase crônica, os sintomas podem sumir, com episódios de diarreia alternados com constipação (intestino preso). A doença pode evoluir para aumento do fígado, cirrose, aumento do baço e acúmulo de líquido na região do abdômen.  

O tratamento recomendado pela OMS, feito com dose única de praziquantel, é eficaz para eliminar a infecção. Medidas devem ser tomadas para eliminar o parasita e o vetor contaminado do ambiente, bem como medidas para se proteger, como evitar entrar em contato com águas contaminadas. 

O número de DALYs para a esquistossomose no Brasil é igual a 102,2 anos.

Leishmaniose

Grupo de doenças causadas por parasitas do gênero Leishmania, transmitidos para os humanos pela picada do mosquito flebótomo – conhecido como mosquito palha, birigui ou tatuquiras. São três formas de leishmaniose: cutânea (ou tegumentar), visceral (ou calazar) e mucocutânea. Apesar de ser infecciosa, a leishmaniose não é contagiosa.

O Brasil está entre os países com mais casos de leishmaniose no mundo, tendo o número de DALYs equivalente a 40,9 anos.

A leishmaniose cutânea se manifesta por feridas em partes expostas da pele. Após duas ou três semanas da picada do mosquito, uma elevação avermelhada da pele aumenta de tamanho e evolui para uma ferida recoberta. Na doença mucocutânea, há destruição de membranas e tecidos do nariz, da boca e da garganta, podendo levar à morte por infecção das vias respiratórias. 

A leishmaniose visceral afeta vários órgãos internos, principalmente fígado, baço e medula óssea. É mais frequente em crianças de até 10 anos, podendo durar meses ou mais de um ano. Dentre os sintomas, estão a febre irregular e prolongada, anemia, palidez, falta de apetite, perda de peso, indisposição e inchaço do abdômen pelo aumento do fígado e do baço.

O tratamento é complexo e utiliza medicamentos com alta toxicidade, que são administrados por via intramuscular ou endovenosa.