Jaibaras Inclusivo

Locais de atuação: Distrito de Jaibaras, no município de Sobral, Ceará

Coordenação: Héllen Xavier (NHR Brasil)

Projeto piloto de desenvolvimento inclusivo com foco no território de Jaibaras com o objetivo de promover inclusão social para pessoas afetadas pela hanseníase e pessoas com deficiências. É a partir das necessidades da comunidade que os atores envolvidos desenham estratégias de superação dos desafios e garantia de direitos.

Igrejas, escolas, população, mídias locais e líderes da comunidade são alcançados pelo trabalho de sensibilização, reunindo demandas da população e buscando espaços de tomadas de decisão para a construção de uma comunidade onde todos tenham acesso e oportunidades iguais.

Grupo de Autocuidado Inclusivo Santa Marcelina

Locais de atuação: Porto Velho, Rondônia

Coordenação: Cleumar Nascimento (Hospital Santa Marcelina)

Grupo com ações de educação e cuidado em saúde para pessoas acometidas por sequelas da hanseníase, incluindo pessoas com diabetes e pessoas amputadas atendidas no Hospital Santa Marcelina. O espaço permite também atividades teóricas e práticas sobre autocuidado, além da troca de experiências.

O projeto estimula também a reabilitação socioeconômica dos participantes, com oficinas práticas para a geração de renda extra ou reinserção no contexto laboral para pessoas que tiveram suas atividades de trabalho alteradas após a doença.

Morhan Recife

Locais de atuação: Região Metropolitana de Recife

Coordenação: Randal Medeiros (Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase - Morhan)

Apoio nas atividades do Morhan com foco no suporte às pessoas atingidas pela hanseníase na Região Metropolitana de Recife. Durante todo o ano, o movimento articula estratégias para busca ativa de casos em comunidades, serviços e equipamentos sociais, promovendo também capacitação de multiplicadores sobre as informações da hanseníase.

Uma das abordagens do movimento é visitar o domicílio de pessoas atingidas pela doença, tirando dúvidas sobre o tratamento, esclarecendo sobre direitos e deveres e sensibilizando as pessoas para o enfrentamento ao preconceito.

O Morhan Recife também busca levar informações sobre a hanseníase em conjunto com outros serviços de saúde, alcançando populações vulneráveis, como para pessoas em situação de rua e áreas de ocupações populares.

Design Inclusivo

Locais de atuação: Redenção, Maracanaú e Fortaleza, no Ceará

Coordenação: Fernanda Martins

Em articulação com o curso de Design-Moda da Universidade Federal do Ceará (UFC), a proposta busca capacitar pessoas para o ofício de sapateiro e desenvolver calçados inclusivos para atender necessidades de pessoas atingidas pela hanseníase e pessoas com deficiência nos pés.

A iniciativa busca aliar conforto, funcionalidade e estética, levando em conta os aspectos da autoestima e do bem-estar dos beneficiados. O trabalho foi iniciado em 2019 em uma parceria com o Centro de Prótese e Órtese de Fortaleza (Ceprof), o Centro de Convivência Antônio Diogo (Redenção), Centro de Convivência Antônio Justa (Maracanaú) e Centro de Dermatologia Dona Libânia (Fortaleza).

 

Reabilitação Socioeconômica (Agevisa)

Locais de atuação: Rondônia

Coordenação: Albanete Mendonça (Agência Estadual de Vigilância em Saúde – Rondônia)

Participantes de oito grupos de autocuidado em Rondônia são beneficiados com iniciativas de capacitação para a reabilitação socioeconômica, com novas oportunidades de geração de renda. A abordagem inclui oficinas para a confecção de artesanato a partir de produtos naturais da região Norte, noções de empreendedorismo e sustentabilidade para a comercialização regular dos produtos.

O projeto alcança pessoas acometidas pela hanseníase que encontram dificuldade em se inserir no mercado de trabalho formal ou que precisaram mudar de atividade em decorrência de sequelas da doença. A parceria com o estado de Rondônia foi iniciada em 1994, com o fortalecimento de ações de vigilância, autocuidado e reabilitação física.

Estratégias para Grupos de Ajuda Mútua

Locais de atuação: Rondônia e Pernambuco

Coordenação: Rejane Almeida (NHR Brasil)

Com oficinas e metodologias para troca de experiências, a NHR Brasil promove a discussão sobre a dinâmica dos grupos de autocuidado em hanseníase que tenham mais tempo de funcionamento e busquem alcançar atividades além dos temas sugeridos nas diretrizes nacionais – cuidado com face, mãos e pés e importância da adesão ao tratamento, por exemplo.

A proposta é oferecer embasamento técnico para coordenadores de grupos de ajuda mútua, para que possam conduzir atividades e temas diversos, como geração de renda, redução do estigma e outros aspectos psicossociais das pessoas acometidas pela hanseníase. O processo inclui os coordenadores de grupos apoiados pela organização, proporcionando uma reflexão conjunta sobre dificuldades e soluções para basear estratégias de condução.