Publicado em 4 de setembro de 2018

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A atividade contou com 19 participantes para o fortalecimento de organizações e movimentos sociais no enfrentamento às doenças negligenciadas

Respeito, organização e eficiência foram alguns dos conceitos discutidos entre os 19 participantes do Curso de Desenvolvimento de Lideranças para Defesa de Direitos de Pessoas com Doenças Infecciosas e Negligenciadas. O primeiro módulo foi realizado entre os dias 31 de agosto, 1 e 2 de setembro, em Recife. A iniciativa trouxe informações para fortalecer os líderes e representantes de movimentos que atuam no combate à hanseníase, doença de Chagas, leishmaniose, hepatites, HIV/Aids, filariose e esquistossomose.

Durante os três dias, os integrantes foram chamados a refletir sobre as fragilidades na condução dos movimentos e pensar em alternativas para agir em busca de melhores resultados em suas causas. Uma das atividades práticas do curso foi a participação no Fórum Social Brasileiro para Enfrentamento de Doenças Infecciosas e Negligenciadas, realizado no dia 1º de setembro. Além de integrar as atividades propostas para a reunião, eles foram estimulados a analisar a condução e as estratégias de liderança do Fórum, que se articula pelo terceiro ano para fortalecer a união de representantes de diversas doenças em pautas comuns.

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As atividades foram facilitadas por Patrícia Sampaio, do curso de Psicologia da Universidade de Fortaleza. As relações interpessoais na gestão de organizações e movimentos também foram trabalhadas, visando abordar o posicionamento dos líderes em momentos de divergência de ideias e conflitos. Assim, o grupo compartilhou experiências e discutiu sobre os valores da tolerância e da empatia, principalmente ao lidar com pessoas que enfrentam situações de exclusão social e sofrimento no convívio com as doenças. 

Para Maria Suzana do Nascimento, do Movimento Brasileiro de Hepatites Virais (MBHV), os aprendizados do primeiro módulo deram um novo ânimo para atuar em defesa da causa. “É importante que tenhamos esse espaço para falar sobre os nossos principais desafios. Muitas vezes, os movimentos perdem força porque não buscam novas ideias e não incentivam o surgimento de outros líderes. Esta é uma oportunidade para que todos nós possamos nos reeducar e refletir sobre as nossas ações diárias”, comenta.

O curso é uma atividade realizada pela NHR Brasil visando o fortalecimento da sociedade civil organizada na luta por seus direitos. A construção do primeiro módulo presencial do curso contou com o apoio da Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi), do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) e do Ambulatório de Doença de Chagas do Pronto Socorro Cardiológico Universitário da Universidade de Pernambuco (Procape/UPE).