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Os integrantes do grupo de autocuidado do Hospital Santa Marcelina, na cidade de Porto Velho, participam de atividades que promovem a melhoria na qualidade de vida das pessoas atingidas pela hanseníase. Na primeira semana de julho, o curso de inclusão digital visa ampliar as oportunidades para quem tem dificuldades de acesso à internet. A formação faz parte das atividades diversas oferecidas para o grupo, que recebe apoio da NHR Brasil no estado de Rondônia.

 

Os participantes do curso aprendem elementos básicos para o acesso à internet, como pesquisas e ferramentas para se comunicar através das redes sociais. Estes conhecimentos complementam outras atividades realizadas no grupo. Nas oficinas de geração de renda, por exemplo, eles aprendem a fazer vasos artesanais, sandálias customizadas e doces. Para os pacientes fora do mercado de trabalho devido às sequelas da hanseníase, como perda de força muscular ou incapacidades físicas, a venda destes materiais traz novas oportunidades.

 

Alguns dos participantes tinham vontade de divulgar os produtos nas redes sociais para aumentar as chances de venda, explica o coordenador do projeto, Cleumar Nascimento. Assim, o curso de inclusão digital busca suprir as necessidades e tirar as dúvidas dos participantes. Como é o caso de Neusa da Silva, 65, que tem hoje produtos divulgados nas redes sociais do filho. “Eu participo de todas as oficinas, gosto de aprender. E eu quero aprender a mexer na internet para eu mesma colocar as fotos e receber encomendas”, conta.

 

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Além de pessoas atingidas pela hanseníase, o grupo de autocuidado conta com pessoas com deficiências que são atendidas na unidade. Além das reuniões periódicas para falar sobre os cuidados com o corpo, os integrantes vivenciam momentos de lazer e festas temáticas. No dia 29 de junho, foi a vez do Café na Roça para a celebração das festividades juninas, com comidas típicas, fantasias e quadrilha improvisada.

 

Hospital Santa Marcelina

A unidade foi inaugurada em 1954 na zona rural de Porto Velho, local da antiga colônia Jaime Abem Athar, que havia sido construída como local de isolamento para pessoas atingidas pela hanseníase. Atualmente, o hospital é referência no tratamento da doença, na confecção de órteses e próteses, além de ofertar um acompanhamento psicológico e diferentes abordagens de integração entre os pacientes dentro do grupo de autocuidado.