Agradeço a atenção e o carinho de todos ao contar a história da nossa família com a hanseníase. É muito importante que todos saibam que é um processo difícil, cheio de luta. Mas todos esperamos a vitória. Que as pessoas possam saber que cada um tem o direito de conviver na sociedade, independente de qual for o seu problema, sem discriminação.

Eu agradeço por ter pessoas maravilhosas como vocês que se dedicam às pessoas que têm hanseníase. Foi muito bom conhecer vocês e o grupo de autocuidado, pois acabei ganhando mais conhecimento e agora fico mais atenta sobre a doença, não só na minha família, mas também com os moradores da minha rua e o pessoal do meu bairro.
Cosma Ferreira
27 anos, dona de casa
Ainda há muita falta de conhecimento sobre a hanseníase. Isso gera uma insegurança muito grande da população, e o medo faz com que as pessoas se afastem do serviço de saúde e o diagnóstico seja feito tardiamente. A gente quer quebrar o preconceito, quebrar o paradigma da falta de conhecimento sobre os sinais da doença para que a gente possibilite o diagnóstico precoce.

O apoio das instituições no Janeiro Roxo, como a Universidade Federal do Ceará, a NHR Brasil, o Crefito (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 6ª Região Ceará), o Centro de Dermatologia Dona Libânia, as unidades básicas de saúde, os agentes comunitários de saúde e o Morhan (Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase), é de fundamental importância e está sendo um divisor de águas nesse processo de informação.
Gerlania Martins
Articuladora Estadual do Programa de Hanseníase no Ceará
Meus sinais de hanseníase começaram em 2012, mas foi tratado primeiro como "bicho geográfico", depois como alergia. Só em 2017 um dermatologista olhou e pensou em hanseníase. Terminei o tratamento há um ano. Participei em abril das oficinas de gastronomia do projeto Agevisa (Rondônia). Aprendi a fazer pão, torta de carne moída, de frango.

Ainda não estou vendendo meus produtos, pois meu marido está tentando montar o nosso ponto comercial. Minha filha também participou e vai nos ajudar quando começarmos a vender. É motivador participar dos cursos, ouvir histórias, descobrir coisas novas. A gente acaba vendo que também pode aprender e mudar de vida.
Isicléia Caetano Neves
41 anos, dona de casa