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Oito estados brasileiros tiveram parâmetro muito alto ou hiperendêmico para hanseníase em 2017

foto-campanhaMSH

Os dados parciais foram apresentados nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde, durante lançamento de campanha nacional sobre a doença. Foram mais de 24 mil casos novos no ano passado. 


Mato Grosso e Tocantins foram os dois estados com maior concentração de casos de hanseníase em 2017, conforme dados preliminares divulgados pelo Ministério da Saúde. Enquanto Mato Grosso apresentou taxa de detecção de 94,69 casos para cada 100 mil habitantes, a taxa foi de 75,8 para Tocantins. Com estes índices, os dois estados são considerados hiperendêmicos. Para não ser considerada como problema de saúde pública, a doença deve ter taxa de detecção inferior a 10 casos para cada 100 mil habitantes. Esta taxa estimada para 2017 é de 11,66 casos no Brasil. 

Outros seis estados das regiões Norte e Nordeste (ver lista abaixo) apresentaram taxas de detecção acima de 19 casos para cada 100 mil habitantes, sendo incluído no parâmetro “muito alto”, segundo indicadores do monitoramento adotado pelo Ministério. Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira, 31, durante lançamento da Campanha Nacional de Luta Contra a Hanseníase 2018, realizado no município de Belém (PA). 

Apesar de uma queda de 37% no registro de novos casos no Brasil desde 2007, o País ainda tem o controle da hanseníase como um desafio, explicou Carmelita Ribeiro Filha, coordenadora à frente da Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação (CGHDE), do Ministério da Saúde. Ela ainda esclareceu que os registros para 2017 são parciais, com consolidação das informações estimada para os meses de maio e junho de 2018. 

No Brasil, foram 24,2 mil novos casos diagnosticados em 2017. Destes, a coordenadora destacou que 1,5 mil (equivalente a 6%) dos casos atingiram crianças de até 15 anos. A manifestação da doença em crianças indica que há circuitos ativos de transmissão em áreas mais endêmicas, com pessoas do convívio familiar sem acesso ao diagnóstico e ao tratamento da hanseníase. 

Outra preocupação apresentada foi com o público masculino, que apresenta a maior taxa média de detecção de novos casos com grau 2 de incapacidade. Na avaliação clínica dos pacientes, entram no indicador de grau 2 aqueles com deficiências visíveis nos olhos, nas mãos ou nos pés. Diagnosticar novos casos nesta situação mostra que a detecção da doença chegou em momento tardio para que estas incapacidades fossem prevenidas. 

Os homens são o público-alvo da campanha publicitária lançada pelo Governo Federal no último dia do Janeiro Roxo, buscando alertar para os principais sintomas da doença e estimular a procura por serviços de saúde e tratamento gratuito da hanseníase na rede pública. Com peças que incluem veiculação na TV, rádio, distribuição de materiais impressos e nas redes sociais, a campanha tem divulgação iniciada em fevereiro. 



Confira abaixo o ranking dos estados com maiores números de casos novos detectados em 2017*

Hiperendêmicos (mais de 40 casos/100 mil habitantes)
1. Mato Grosso - 94,69
2. Tocantins - 75,80

Parâmetro Muito Alto (entre 20 e 39,99 casos/100 mil habitantes)
3. Maranhão - 38,78
4. Piauí - 31,09
5. Pará - 28,20
6. Rondônia - 27,63
7. Roraima - 26,40
8. Pernambuco - 23,91

Parâmetro Alto (entre 10 e 19,99 casos/100 mil habitantes)
9. Goiás - 19,06
10. Ceará - 15,89
11. Sergipe - 14,99
12. Acre - 14,83
13. Mato Grosso do Sul - 13,93
14. Bahia - 13,24
15. Amapá - 11,91
16. Espírito Santo - 11,85
17. Paraíba - 11,50
18. Amazonas - 11,05

Parâmetro Médio (entre 2 e 9,99 casos/100 mil habitantes)
19. Alagoas - 8,32
20. Rio Grande do Norte - 6,19
21. Minas Gerais - 4,92
22. Distrito Federal - 4,87
23. Paraná - 4,86
24. São Paulo - 2,44

Parâmetro Baixo (abaixo de 2 casos/100 mil habitantes)
25. Rio de Janeiro - 1,56
26. Santa Catarina - 1,51
27. Rio Grande do Sul - 0,88

*Dados Parciais de 2017 / Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) / SVS / Ministério da Saúde

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